Obra sustentável do Estádio Nacional está próxima de receber selo verde
Correio Braziliense Online – Brasília/DF – CIDADES DF – 29/10/2011 – 08:00:00

Thaís Paranhos

Recipientes sinalizados indicam o destino de cada resíduo da construção: reaproveitamento

O Estádio Nacional de Brasília está cada vez mais perto de receber o certificado máximo de sustentabilidade, o selo Leed Platinum. Na última terça-feira, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, foi homenageado na categoria Poder Público do prêmio Liderança em Ação, concedido pelo Green Building Council Brasil (GBC Brasil) em São Paulo. O órgão é responsável por fiscalizar e incentivar a execução de construções sustentáveis em todo o mundo. A obra da ecoarena, como o estádio tem sido chamado, deve ficar pronta em dezembro de 2012 e custará R$ 671 milhões.

Para garantir o selo, o Estádio Nacional passará por uma vistoria final no mês previsto para a entrega da obra. Mas o conceito de sustentabilidade está presente desde o início dos trabalhos. A engenheira ambiental do empreendimento, Priscilla Mesquita Matos, indica que a empresa já segue a linha das construções verdes e teve o cuidado de elaborar uma gestão dos resíduos sólidos. “Todos os trabalhadores foram treinados para separar os materiais destinados à reciclagem. Eles são colocados em baias até terem o destino correto”, explicou. O concreto da arquibancada do antigo Mané Garrincha não precisou ser descartado. O produto foi britado e reaproveitado para pavimentar o espaço do lado de fora do estádio.

De acordo com a engenheira ambiental, mais de duas mil toneladas de resíduos tiveram como destino a reciclagem e deixaram de ir para o aterro desde o início das obras. “A partir da demolição do Mané Garrincha, a gente tem o cuidado de pesar todo o resíduo que sai da obra e dar a destinação correta”, garantiu. Quanto aos resíduos orgânicos, foi aberto um pátio de compostagem no canteiro para receber os restos do café da manhã e do almoço servidos para os trabalhadores. O adubo gerado é usado na horta, plantada ao lado do refeitório dos operários, e tudo o que é produzido no local auxilia na alimentação dos funcionários.

Economia
Algumas medidas simples como a captação de água da chuva e a colocação de placas solares no teto da edificação contribuem para que o Estádio Nacional de Brasília receba o título de obra sustentável. O projeto prevê a instalação de tanques embaixo do campo de futebol a fim de armazenar a água da chuva e usá-la para irrigar o gramado e lavar a construção. Com a captação de energia solar, também serão produzidos 2,5 megawatts. Essa quantidade corresponde ao abastecimento de mil residências por dia e é suficiente para alimentar a ecoarena. “Nosso objetivo é economizar água e energia e proporcionar um ambiente mais arejado e iluminado de uma maneira sustentável”, disse Priscilla Mesquita.

Até mesmo a posição do Estádio Nacional de Brasília em relação ao Plano Piloto foi pensada para aproveitar melhor a iluminação natural e a direção dos ventos. Segundo o arquiteto e coautor do projeto, Vicente Castro Mello, a fachada composta de colunas permite a entrada de luz, mas a cobertura da ecoarena cria sombra e evita também a exposição exagerada dos visitantes ao sol. Assim, os idealizadores do projeto pretendem evitar o desperdício de energia decorrente do uso constante de aparelho de ar condicionado.

Empenho
Vicente reconheceu a homenagem ao governador do DF como um esforço de todos que se propuseram a buscar o selo de sustentabilidade. “Quem está envolvido nesse trabalho sabe da dificuldade que é fazer uma obra como essa. Quem toma essa frente, se expõe e assume que está indo para esse caminho merece reconhecimento. São pessoas que estão puxando o carro das grandes mudanças no Brasil e no mundo”, avaliou o arquiteto. Para ele, a implementação de um conceito verde em uma obra para usufruto da população poderá trazer benefícios. “O visitante aprenderá sobre reciclagem de lixo, reaproveitamento da água da chuva e captação de energia solar. Isso contribuirá para a criação de uma semente de transformação da sociedade”, sugeriu.

Para o governador do Distrito Federal, o reconhecimento da GBC Brasil reflete o compromisso do GDF em pensar Brasília para os próximos 50 anos. “Os investimentos que estamos fazendo hoje deixarão um legado imensurável. Iremos, de fato, fazer uma Copa verde na qual as pessoas se deslocarão a pé dos hotéis para o estádio, sem contar as melhorias em andamento na área de mobilidade urbana. E mais do que isso, serviremos de exemplo pela iniciativa de focar nossas ações na sustentabilidade”, afirmou Agnelo.

Na última semana, a Fifa confirmou que o Estádio Nacional de Brasília receberá a abertura da Copa das Confederações de 2013, além de sete jogos da Copa do Mundo de 2014. De acordo com informações do Governo do Distrito Federal (GDF), 40% da obra do Estádio Nacional de Brasília foram concluídos. Os trabalhadores já finalizaram 96% da escavação e 96,8% da fundação. A concretagem da arquibancada inferior tem 60% do trabalho executados. Cerca de três mil operários trabalham no canteiro, inclusive no período noturno.

Conclusão da ecoarena está prevista para dezembro de 2012, quando será vistoriada pelo GBC

Três perguntas para Vicente Castro Mello, arquiteto e coautor do projeto do Estádio Nacional de Brasília

Como foi idealizado o estádio e qual a sua inspiração?
A cada quatro anos, um país se transforma para receber esses grandes eventos esportivos e os grandes cartões postais são, normalmente, as instalações esportivas. Após longa pesquisa, buscamos criar um conceito de arquitetura que pudesse ser adotado por outras cidades e países com referência de arquitetura de futuro e servir como semente para transformar a cidade de maneira geral. O estádio é um indutor de transformação na cidade. Quando bem planejado e executado, pode trazer grande mudança na sociedade, como ela vive e interage com o meio ambiente. Há um estudo que diz que as construções são a maneira mais rápida de combater os efeitos da emissão de gases poluentes. Baseado nisso, desenvolvemos um estudo bioclimático que analisa as condições climáticas ao longo de vários anos em Brasília. Assim, vamos transformando a arquitetura e conseguimos, por exemplo, aproveitar os ventos predominantes para refrigerar os ambientes do estádio e evitar o uso de ar condicionado; privilegiar a iluminação natural e evitar o gasto de energia elétrica; e reaproveitar os recursos naturais como a água da chuva. Tudo isso delineou o desenho final do estádio que, claro, atende a um caderno de encargos e requisitos de um estádio do nível da Fifa. Ao contrário do que muita gente faz, incorporamos esses recursos considerados verdes no edifício.

Realizar uma obra dessas é mais caro e demanda mais tempo?
Hoje em dia, por conta da demanda que está aumentando, a tendência é de que o custo inicial diminua ao longo dos próximos anos. Hoje fica em torno de 3% a 5% mais caro construir um prédio verde, mas o retorno do investimento é muito mais rápido e, de sete a 10 anos, o dinheiro que foi investido volta. O edifício verde deixa de comprar energia, por exemplo, e, como reaproveita a água da chuva, não há custo para se comprar a água tratada. Com essas várias reduções de custo ao longo da vida útil de operação, você obtém retorno total sobre o investimento e, a partir do 11º ano até o 50º, vida média de uma obra como essa, você passa a ter receita. Todas essas questões justificam o pequeno investimento maior que se faz hoje.

Há uma tendência para essas construções ou ainda existe
uma certa resistência?
Sem dúvida, essa situação está mudando e a tendência é mudar cada vez mais rápido. É impossível pensar em fazer uma obra sem eficiência energética e na questão ambiental. Não é só uma questão de preservar, é uma questão econômica.

Clipping Express – Obra sustentável do Estádio Nacional está próxima de receber selo verde.

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Natural Resource Defense Council- by Allen Hershikowitz
Published April 13, 2010

PLAY BALL: Washington Nationals at Philidaelphia Phillies on April 12. (Photo: Zuma Press)

Major League Baseball today announced what is arguably the most important environmental initiative in the history of professional sports, worldwide.

I know that is a big statement, but it is true.

As part of Major League Baseball’s ongoing commitment to environmental stewardship, MLB today announced its development of a comprehensive software system designed to collect and analyze environmental data related to stadium operations across the 30 Clubs. Moreover, this software tool will keep track of and distribute best practices related to environmental stewardship across MLB’s 30 Clubs as well. The full roll out of this path breaking program to all the Clubs will happen during this 2010 season.

This is the first time a professional sports League anywhere in the world has taken the step of implementing a software program to collect data for the purpose of documenting environmental practices and for sharing information about environmental best practices at stadiums. I am proud to say that this data gathering tool for environmental impacts was developed in collaboration with NRDC.

Initially, four categories of environmental data will be collected and calculated. Data will collected on: 1. Energy use, including total energy used, sources of energy, and use of renewable energy; 2. Waste generation, including total waste generated, materials diverted for recycling and composting, and cost of disposal; 3. Water use, including amount of water used, water conserved, and cost of water use, and; 4. Paper procurement, including the amount of recycled paper used in Club offices, in stadium restrooms and for yearbooks, game-day programs and media guides.

No League anywhere currently keeps track of environmental data related to stadium or arena operations. Major League Baseball is the first professional sports League in the world to do so.

And this might only be the beginning. Once this system is up and running, League and Club officials are considering the capture of additional data related to transportation, and food and beverage consumption.

In announcing this path breaking initiative today, MLB Commissioner Allan H. (Bud) Selig said:

“Major League Baseball has responsibilities to our fans and society at large that go beyond the playing field. Our Clubs have made a commitment to sustainability and are leaders in their communities, raising awareness and educating fans not just on Earth Day, but everyday about environmental stewardship.”

This is indeed much more than an Earth Day initiative. This initiative is going to change the way stadiums are managed throughout our nation into the foreseeable future, and hopefully this will spread to NBA and NHL arenas, as well as NFL and Major League Soccer stadiums too.

This MLB initiative is meaningful for a number of reasons. First of all, in almost thirty years of working on environmental research and advocacy, I have never encountered a situation where good measurement of environmental impacts has not led to efficiency enhancements. By documenting their energy use, their waste and recycling practices, their water use and paper use, stadium operators will learn how to make their operations more efficient, and at what cost.

Indeed, this has already been going on. NRDC has been working with MLB for many years on its greening program, and already benefits have been achieved in terms of energy efficiency enhancements, solar panels installed, recycling programs developed, water conservation and the use of recycled paper. Literally hundreds of thousands of dollars have been saved, and tons of carbon reduced or offset, simply due to the League’s and Clubs’ measurement of it impacts.

And millions of fans have been educated to the fact that MLB cares about environmental stewardship, a messaging accomplishment that is impossible to quantify.

Another reason this initiative is important relates to the effect it is already having on baseball’s supply chain. All industries meet on a professional baseball field. The chemicals industry helps keep fields well tended, the food and beverage industries feed millions of fans each year, the auto and energy industries are major sponsors of League and Club events. With MLB now saying that not only is it going to encourage teams to reduce their environmental footprint, but it is going to work with Clubs to help them keep track of that footprint, the clear message is being sent to all supply chain industries that environmental criteria need to be a meaningful part of their own business. MLB is promoting the use of non-toxic chemicals on its fields, organic food in its restaurants, high efficiency vehicles and solar panels are being promoted by sponsors, and the use of recycled paper is being publicized.

There is a reason why some of the largest industries on Earth pay millions of dollars to affiliate with professional sports. They do so because they know that is the way to influence the marketplace. Now MLB is saying that their operations, and the marketplace more generally, must keep track of environmental impacts, that global warming is not good for baseball. Indeed, most sports are played outdoors and pollution and global warming, water scarcity and damaged forests are not good for sports of any kind, anywhere.

Baseball is of course our great National Pastime. Hundreds of millions of people watch it and play it each year. And if there is one thing that can be said about baseball, it is that it is non-partisan. So when MLB says that environmentalism in general and addressing climate change in particular matters to its Clubs, we know that our cause has gone mainstream. Indeed, the greening of MLB, and the greening of professional sports more generally, marks a watershed in the history of our movement. No other sporting institution has influenced American culture as much as baseball and MLB is once again putting that influence to very good use. Baseball is a game of statistics and the League’s commitment to systematically document and measure environmental practices of all Clubs at all stadiums underscores the leadership and commitment of MLB to make environmental progress. All professional Leagues should follow this important example.

Indeed, that is another reason why this announcement is bound to be so meaningful. The fact is that the NBA, the NFL, the NHL and Major League Soccer, all have an interest in advancing good environmental practices at their own stadiums and arenas. I am proud to say that NRDC is working with all these Leagues, and I know that they are watching MLB’s data tracking initiative very carefully, with an interest in adopting a similar approach to measuring their own stadium’s and arena’s impacts.

Consequently, as a result of this announcement, we are very likely to see all professional sports Leagues and Clubs in the next few years begin to measure their environmental impacts. As a result, the supply chain and the hundreds of millions of fans of all professional sports will get the message that our Earth, the organism that provides us with air to breathe and water to drink, is in need of better stewardship.

The ecological crises we face are not the result of one single bad actor. The ninety million tons of global warming pollution emitted each and every day results not from one bad actor, but from millions of purchasing and personal decisions made each day by literally billions of people and millions of companies. There is no one single remedy for global warming, nor is their one sinle remedy to address water scarcity or biodiversity loss. All actors in our society must step up to the plate and do…something. No helpful act is too small.

People all over the world love sports. Americans love sports. President Obama has said that at night he doesn’t watch CNN, he watches ESPN Sports Center. And athletes all over the world are influential role models to our children, perhaps second only in influence to parents and other family members. And yet, until recently, environmental advocates have not factored this fact into our strategies for promoting environmental awareness.

Forty years after the first Earth Day brought Americans of all persuasions into the streets to celebrate Mother Earth, the environmental community’s relationship with professional sports has matured. Fifty years ago professional baseball changed America by hiring Jackie Robinson to play for the Brooklyn Dodgers. That opened the door to a cultural shift in assumptions about race relations that reverberates to this day.

Today, Major League Baseball is again breaking a barrier: It is initiating a program to monitor its effect on the planet. Hopefully, this too will shift cultural assumptions about how we work and play, and how we treat the organism that gives us nothing less than air to breathe and water to drink.

Bravo to Major League Baseball. Personally, I’ve always loved baseball, and I’ve played the game throughout my life. But today I feel a special admiration for that great League, and I urge all professional Leagues and teams, indeed all companies and all Americans to follow the lead established by our National Pastime, and take stock of your impacts on the Earth.

(To learn what you might do, go to www.greensports.org/mlb and click on your favorite team. There, you’ll find the award winning MLB/NRDC Team Greening Advisor, and a toolbar on top can guide you as you seek to lighten your ecological footprint.)

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Autor: Karlo Dias / Vinícius Costa em Salvador

Para o economista Ian McKee, credenciado pelo LEED – Leadership in Energy and Environmental Design (ou Liderança em Design de Energia e Meio-Ambiente), por meio do U.S Green Building Council (Conselho de Construções Sustentáveis), nos EUA, o conceito de EcoArenas pode ser um novo cartão-postal do país em 2014. Leia mais aqui!

Estádio de Hanover (Alemanha): solução criativa para reúso de água

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Idealizador do projeto vem ao país para o Fórum Arquitetos da Copa

E Economista Ian McKee vem ao Brasil apresentar o Plano Copa Verde

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A sustentabilidade econômica e ambiental dos estádios da Copa no Brasil será tema de discussão no 2º Fórum dos Arquitetos da Copa, que acontece nos dias 10 e 11 de setembro, em Salvador. Para falar sobre a importância de reduzir o impacto ambiental das obras preparatórias do Mundial, a organização do evento convidou o economista norte-americano Ian McKee.

Leia mais!

Autor: Rodrigo Prada

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Ian e Vicente: visionários e amantes do futebol, querem o mínimo de imacto ambiental na Copa de 2014

Ian e Vicente: visionários e amantes do futebol, querem o mínimo de imacto ambiental na Copa de 2014


Ian McKee e Vicente de Castro Mello idealizaram o Projeto Copa Verde, que inclui EcoArenas e planos que envolvem todos os serviços a serem prestados aos brasileiros e visitantes durante a Copa de 2014. Tal projeto, se executado nos mínimos detalhes, pode se tornar em referência mundial para outros eventos esportivos e, também, um bom exemplo de economia verde Leia aqui!

autora: Tania Menai

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An animation of the design for the stadium of Brasília for 2014 in Brazil. The stadium has been designed by architecture firm Castro Mello Arquitetura Esportiva and the roof and esplanade by GMP and SBP in Germany.

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Nesta segunda-feira donos do estádio do Meadowlands em New Jersey assinaram acordo com a EPA (Environmental Protection Agency), departamento do Meio Ambiente dos EEEUU, para tornar o novo estádio de Futebol Americano um dos mais “verdes” do pais.

Dados específicos:
40,000 toneladas de aço usado será reciclado
82,500 assentos feitos de plástico reciclado
Reduzir consumo de água em 25%

Presidente do time do Giants John Mara, disse “Devemos aos nossos vizinhos, torcedores, o nosso time, e nossos empregados, uma estratégia responsável para lidar com impacto que temos no meio ambiente.”

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Os irmãos Pitt ajudam com doação de US$600 mil para o Drury University em Missouri, E.E.U.U. para ajudar a elevar a certificação de Green Building da LEED de Prata (Silver) para Ouro (Gold.) Este será o primeiro estádio a receber esta certificação “GOLD” no USA. O estádio contará com area de reciclagem, sistema “Low-flow” de baixo uso de água, telhado e materias refletivos e muito mais…. Pela generosidade dos Pitts a arena ganhará o nome do pai dos irmãos, William Pitt.

Aqui vai uma imagem virtual…

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Arquiteto Vicente de Castro Mello explica o Plano CopaVerde e as EcoArenas em São Paulo.

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Bemvindos! (Welcome)

On 01/01/2009, in CopaVerde - Official, by CopaVerde

Este blog é para a divulgação de infomaçao para a comunidade da Copa Verde. Esperamos que todos voltem regularmente para acompanhar e ajudar a crescer o nosso movimento. Obrigado!

(The purpose of our blog is to share information with our Copa Verde community. Please come back and visit us from time to time for updates. Thank you!)

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