Projeto para acabar com enchentes no Marcanã está pronto desde 2002
April 7thPortal da Copa por Vanessa Cristani
Após a tempestade vêm sempre as explicações. Depois da chuva que desabou sobre o Rio de Janeiro na última segunda-feira, atingindo 288 mm, quando a média de abril é de 177 mm, e deixando mais de 100 mortos, o que mais se ouvia eram soluções para deter as enchentes.
Uma delas é a criação de “piscinões” que acumulariam as águas das chuvas dos rios Joana, Trapicheiros, Papa-Couve e Maracanã, todos próximos ao estádio do Maracanã e do ginásio Maracanãzinho, e a liberariam à medida que a rede de drenagem suportasse a carga. A preocupação fica ainda maior porque a cidade receberá daqui a quatro e seis anos a Copa e a Olimpíada.
O Maracanã, provável sede da final do Mundial e estádio olímpico dos Jogos, ficou inundado depois do temporal. O jogo entre Flamengo e Universidad do Chile, pela Taça Libertadores, teve que ser adiado para esta quinta-feira. O Maracanãzinho –sede dos jogos de vôlei na Olimpíada– ficou alagado, causando a transferência da seminal da Super Liga de Vôlei para o ginásio do Tijuca Tênis Clube. Segundo a prefeitura, a área que engloba os dois equipamentos esportivos será beneficiada por cinco “piscinões” com capacidade total de 140 milhões de litros de água.
Segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, a prefeitura negocia uma parceria com o governo federal para tentar obter recursos para o projeto. O cálculo é que seriam necessários cerca de R$ 100 milhões para desapropriações e obras.
O projeto está pronto desde 2002, quando Pinto era coordenador da Subsecretaria municipal de Águas (Rio-Águas). Agora o secretário deseja colocá-lo em prática. De acordo com ele, a expectativa é de que a União autorize o projeto a fundo perdido via Ministério das Cidades ou por empréstimo.











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