Obra sustentável do Estádio Nacional está próxima de receber selo verde
Correio Braziliense Online – Brasília/DF – CIDADES DF – 29/10/2011 – 08:00:00

Thaís Paranhos

Recipientes sinalizados indicam o destino de cada resíduo da construção: reaproveitamento

O Estádio Nacional de Brasília está cada vez mais perto de receber o certificado máximo de sustentabilidade, o selo Leed Platinum. Na última terça-feira, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, foi homenageado na categoria Poder Público do prêmio Liderança em Ação, concedido pelo Green Building Council Brasil (GBC Brasil) em São Paulo. O órgão é responsável por fiscalizar e incentivar a execução de construções sustentáveis em todo o mundo. A obra da ecoarena, como o estádio tem sido chamado, deve ficar pronta em dezembro de 2012 e custará R$ 671 milhões.

Para garantir o selo, o Estádio Nacional passará por uma vistoria final no mês previsto para a entrega da obra. Mas o conceito de sustentabilidade está presente desde o início dos trabalhos. A engenheira ambiental do empreendimento, Priscilla Mesquita Matos, indica que a empresa já segue a linha das construções verdes e teve o cuidado de elaborar uma gestão dos resíduos sólidos. “Todos os trabalhadores foram treinados para separar os materiais destinados à reciclagem. Eles são colocados em baias até terem o destino correto”, explicou. O concreto da arquibancada do antigo Mané Garrincha não precisou ser descartado. O produto foi britado e reaproveitado para pavimentar o espaço do lado de fora do estádio.

De acordo com a engenheira ambiental, mais de duas mil toneladas de resíduos tiveram como destino a reciclagem e deixaram de ir para o aterro desde o início das obras. “A partir da demolição do Mané Garrincha, a gente tem o cuidado de pesar todo o resíduo que sai da obra e dar a destinação correta”, garantiu. Quanto aos resíduos orgânicos, foi aberto um pátio de compostagem no canteiro para receber os restos do café da manhã e do almoço servidos para os trabalhadores. O adubo gerado é usado na horta, plantada ao lado do refeitório dos operários, e tudo o que é produzido no local auxilia na alimentação dos funcionários.

Economia
Algumas medidas simples como a captação de água da chuva e a colocação de placas solares no teto da edificação contribuem para que o Estádio Nacional de Brasília receba o título de obra sustentável. O projeto prevê a instalação de tanques embaixo do campo de futebol a fim de armazenar a água da chuva e usá-la para irrigar o gramado e lavar a construção. Com a captação de energia solar, também serão produzidos 2,5 megawatts. Essa quantidade corresponde ao abastecimento de mil residências por dia e é suficiente para alimentar a ecoarena. “Nosso objetivo é economizar água e energia e proporcionar um ambiente mais arejado e iluminado de uma maneira sustentável”, disse Priscilla Mesquita.

Até mesmo a posição do Estádio Nacional de Brasília em relação ao Plano Piloto foi pensada para aproveitar melhor a iluminação natural e a direção dos ventos. Segundo o arquiteto e coautor do projeto, Vicente Castro Mello, a fachada composta de colunas permite a entrada de luz, mas a cobertura da ecoarena cria sombra e evita também a exposição exagerada dos visitantes ao sol. Assim, os idealizadores do projeto pretendem evitar o desperdício de energia decorrente do uso constante de aparelho de ar condicionado.

Empenho
Vicente reconheceu a homenagem ao governador do DF como um esforço de todos que se propuseram a buscar o selo de sustentabilidade. “Quem está envolvido nesse trabalho sabe da dificuldade que é fazer uma obra como essa. Quem toma essa frente, se expõe e assume que está indo para esse caminho merece reconhecimento. São pessoas que estão puxando o carro das grandes mudanças no Brasil e no mundo”, avaliou o arquiteto. Para ele, a implementação de um conceito verde em uma obra para usufruto da população poderá trazer benefícios. “O visitante aprenderá sobre reciclagem de lixo, reaproveitamento da água da chuva e captação de energia solar. Isso contribuirá para a criação de uma semente de transformação da sociedade”, sugeriu.

Para o governador do Distrito Federal, o reconhecimento da GBC Brasil reflete o compromisso do GDF em pensar Brasília para os próximos 50 anos. “Os investimentos que estamos fazendo hoje deixarão um legado imensurável. Iremos, de fato, fazer uma Copa verde na qual as pessoas se deslocarão a pé dos hotéis para o estádio, sem contar as melhorias em andamento na área de mobilidade urbana. E mais do que isso, serviremos de exemplo pela iniciativa de focar nossas ações na sustentabilidade”, afirmou Agnelo.

Na última semana, a Fifa confirmou que o Estádio Nacional de Brasília receberá a abertura da Copa das Confederações de 2013, além de sete jogos da Copa do Mundo de 2014. De acordo com informações do Governo do Distrito Federal (GDF), 40% da obra do Estádio Nacional de Brasília foram concluídos. Os trabalhadores já finalizaram 96% da escavação e 96,8% da fundação. A concretagem da arquibancada inferior tem 60% do trabalho executados. Cerca de três mil operários trabalham no canteiro, inclusive no período noturno.

Conclusão da ecoarena está prevista para dezembro de 2012, quando será vistoriada pelo GBC

Três perguntas para Vicente Castro Mello, arquiteto e coautor do projeto do Estádio Nacional de Brasília

Como foi idealizado o estádio e qual a sua inspiração?
A cada quatro anos, um país se transforma para receber esses grandes eventos esportivos e os grandes cartões postais são, normalmente, as instalações esportivas. Após longa pesquisa, buscamos criar um conceito de arquitetura que pudesse ser adotado por outras cidades e países com referência de arquitetura de futuro e servir como semente para transformar a cidade de maneira geral. O estádio é um indutor de transformação na cidade. Quando bem planejado e executado, pode trazer grande mudança na sociedade, como ela vive e interage com o meio ambiente. Há um estudo que diz que as construções são a maneira mais rápida de combater os efeitos da emissão de gases poluentes. Baseado nisso, desenvolvemos um estudo bioclimático que analisa as condições climáticas ao longo de vários anos em Brasília. Assim, vamos transformando a arquitetura e conseguimos, por exemplo, aproveitar os ventos predominantes para refrigerar os ambientes do estádio e evitar o uso de ar condicionado; privilegiar a iluminação natural e evitar o gasto de energia elétrica; e reaproveitar os recursos naturais como a água da chuva. Tudo isso delineou o desenho final do estádio que, claro, atende a um caderno de encargos e requisitos de um estádio do nível da Fifa. Ao contrário do que muita gente faz, incorporamos esses recursos considerados verdes no edifício.

Realizar uma obra dessas é mais caro e demanda mais tempo?
Hoje em dia, por conta da demanda que está aumentando, a tendência é de que o custo inicial diminua ao longo dos próximos anos. Hoje fica em torno de 3% a 5% mais caro construir um prédio verde, mas o retorno do investimento é muito mais rápido e, de sete a 10 anos, o dinheiro que foi investido volta. O edifício verde deixa de comprar energia, por exemplo, e, como reaproveita a água da chuva, não há custo para se comprar a água tratada. Com essas várias reduções de custo ao longo da vida útil de operação, você obtém retorno total sobre o investimento e, a partir do 11º ano até o 50º, vida média de uma obra como essa, você passa a ter receita. Todas essas questões justificam o pequeno investimento maior que se faz hoje.

Há uma tendência para essas construções ou ainda existe
uma certa resistência?
Sem dúvida, essa situação está mudando e a tendência é mudar cada vez mais rápido. É impossível pensar em fazer uma obra sem eficiência energética e na questão ambiental. Não é só uma questão de preservar, é uma questão econômica.

Clipping Express – Obra sustentável do Estádio Nacional está próxima de receber selo verde.

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View Presentation at: CopaVerde at GreenBuild

Ian McKee, presents a stadium study about the realities of stadiums in Brazil in 2007 and the optimistic future of LEED Certified stadiums in Brazil.   The current “reality” of sport and entertainment in Brazil is going to be changed by Green Building and the “competition” called CopaVerde.   Ian shares also the Estádio Nacional de Brasília project where he is the  LEED AP and sustainability consultant for design, build and operation.   The project he hopes is just the seed for the transformation of a city into a future Green City bringing pride for Brasilienses, all Brazilians and potentially serve as a trigger for green building worldwide!

CopaVerde video portion begins at minute 37:30.  Enjoy

 

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CBIC – Câmara Brasileira da Indústria de Construção
Enviado por Mariana Spezia, qui, 11/08/2011 – 17:56

Parceria com o Building Research Establishment, do Reino Unido, viabilizará a criação de um parque tecnológico, em Brasília, que promete impulsionar a transformação da indústria da construção no País

A inovação tecnológica tornou-se nos últimos anos um diferencial decisivo quanto ao nível de competitividade e produtividade das empresas. No caso da indústria da construção, a adoção de novos produtos, métodos construtivos ou modelos de gestão, podem proporcionar às empresas maior eficiência no uso de insumos, diminuição do tempo de produção, maior velocidade de resposta às adversidades, redução do custo final do produto ao consumidor, entre outros ganhos. Este avanço tem como foco principal a melhoria do conforto para a população. Para a cadeia produtiva da construção, a introdução de inovações tecnológicas aliada a critérios de sustentabilidade, representa a oportunidade de uma mudança de paradigma. A expectativa é de que, no futuro próximo, o setor possa tornar-se uma atividade com baixo impacto ambiental, com trabalhadores qualificados e com um ritmo industrial de produção.

No sentido de contribuir com o desenvolvimento de novos métodos construtivos e aumentar a difusão da inovação e da sustentabilidade junto a todo o universo de empresas da indústria da construção, será instalado no Brasil o primeiro Parque de Inovação e Sustentabilidade do Ambiente Construído (PISAC). A criação desse centro de desenvolvimento e pesquisa é resultado de uma parceria entre o setor produtivo (representado pela CBIC); o Laboratório do Ambiente Construído, Inclusão e Sustentabilidade da Universidade de Brasília (LACIS -UnB); o Governo do Distrito Federal; o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a empresa inglesa Building Research Establishment (BRE) que tem mais de 90 anos de experiência em desenvolvimento de pesquisa e inovação na área da construção.

Nesta quinta-feira, 11 de agosto, foi assinado um protocolo de intenções entre as diferentes organizações envolvidas no projeto. O evento ocorreu dentro do 83º Encontro Nacional da Indústria da Construção – ENIC, em São Paulo.

Parceria

Para o presidente da CBIC, Paulo Simão, a parceria com o BRE surge em um momento estratégico para o setor. “A construção civil brasileira está vivendo um período excepcional. Estamos a pleno vapor. A expertise do BRE aliada à maturidade dos nossos profissionais ajudará o setor a crescer de forma sustentável. Investir em tecnologia é sem dúvida alguma o melhor caminho para enfrentar desafios como o aumento da produtividade e a falta de mão de obra”, diz.

Simão explica ainda que para alcançar as metas de produção de moradias de interesse social no país e de criação de infraestrutura, é urgente a necessidade de se investir na implantação de espaços de pesquisa e desenvolvimento, permitindo, além da redução dos impactos ambientais da atividade, um fortalecimento de novos mercados. “Estamos muito felizes com a assinatura desse protocolo de intenções de cooperação técnico-científica, que inclusive agradou à presidenta da República, Dilma Rousseff, e ao ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, que apoiaram a iniciativa desde o momento que souberam do projeto”, complementa o presidente da CBIC.
Para o diretor executivo do BRE, Peter Bonfield, a vinda do BRE para o Brasil está sendo viabilizada devido aos esforços e empenho dos governos britânico e brasileiro, da CBIC e da Universidade de Brasília. “O Parque representa uma enorme oportunidade para pesquisa e desenvolvimento através da demonstração tangível de inovação e cooperação técnica entre nossos países. Estamos muito animados com PISAC”, comemora ele.

Em Londres, o parque tecnológico já instalado é uma pequena vila, com dez casas, onde são feitas simulações de tecnologias de adaptação para os efeitos das mudanças climáticas a fim de testar a resistência dos mais variados materiais, além de experimentar diferentes modelos construtivos que contemplem os conceitos de sustentabilidade e inovação.

No Brasil, a estrutura do PISAC será semelhante. A missão do parque, segundo o consultor sênior do BRE, Orivaldo Barros, será a de ampliar as fronteiras da sustentabilidade no Brasil e viabilizar o desenvolvimento de comunidades verdadeiramente sustentáveis.

A principal meta do projeto é fazer desse parque tecnológico um espaço para demonstração de novos métodos de construção e de tecnologias que sejam inovadoras, verdadeiramente sustentáveis, a preços acessíveis. “O PISAC é um exercício concreto de pesquisa aplicada que integra responsabilidades, recursos e soluções tecnológicas como vetor de inovação e transformação, contribuindo para o desenvolvimento da cadeia produtiva da indústria da construção no Brasil”, comenta Raquel Naves Blumenschein, coordenadora do Lacis da Universidade de Brasília.

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Washington Post article – POST SPORTS

Redskins installing solar panels at FedEx Field

Artist's rendering of solar panels at FedEx Field.

Artist’s rendering by NRG/Artist’s rendering by NRG - Artist’s rendering of solar panels, expected to decrease game-day energy use at FedEx Field by 15 percent and provide 850 covered parking spaces.

By , Published: July 12

The Washington Redskins are installing 8,000 solar panels in a FedEx Field parking lot that will generate enough electricity to supply a portion of the stadium’s power on game days and all of its electricity the rest of the week, according to people with knowledge of the organization’s plans.

Construction is underway in the team’s Platinum A1 parking lot to set up panels that will generate two megawatts of electricity — enough to decrease FedEx Field’s annual energy use by 15 percent, according to people within the organization. The panels also will be used to create an 850-space covered carport that will feature 10 charging stations for electric vehicles.

The construction is part of a nine-year agreement with a Princeton, N.J., firm, NRG Energy, which owns and operates one of the country’s largest and most diverse power generation portfolios. The company will install three different types of solar panels at the stadium. The cost of the effort could not be ascertained Tuesday.

The Redskins are expected to fully unveil their plans Wednesday.

The project is scheduled to be completed by the start of the 2011 season. That would make the Redskins one of the few NFL teams to use alternative sources of energy at their stadiums.

According to David Krichavsky, the NFL’s director of media affairs, the Philadelphia Eagles and Seattle Seahawks also have projects underway to decrease their dependency on traditional energy sources.

The Eagles’ plan is combine the use of on-site wind turbines, solar and bio-fuel systems at Lincoln Financial Field to generate as much as 8.6 megawatts of power upon completion. The stadium at its peak uses roughly 7 megawatts of power.

The Seattle Seahawks in May began installing a 2.5-acre solar array on the Qwest Field event center next to the football team’s stadium. The 3,750 panel system won’t power all of Qwest Field, but will enable the Seahawks to cut their energy costs by 21 percent, according to Clean Energy Authority, an organization that tracks developments in solar technology and the solar energy industry.

“It makes great sense from the public awareness standpoint, but it’s also good business sense,” Krichavsky says. “It’s one of those things that’s a double or triple win. . . . We believe that we are responsible in our community to act responsibly on multiple fronts, but also in environmental leadership.”

The planners of the new San Francisco 49ers stadium, which will open in 2014, also have proposed using solar panels to partially power the stadium. The Eagles, New York Jets and New England Patriots have solar panels at their practice facilities, Krichavsky said.

The Arizona Cardinals don’t have any solar or wind power sources at University of Phoenix Stadium but the team offsets 100 percent of its energy use on game days by partnering with a local electric or solar and wind company to buy renewable energy credits from a facility located elsewhere.

Krichavsky said he expects more teams to increase efforts to find alternative sources of energy in coming years.

Pro sports “venues provide great publicity for solar and renewables in general,” said Chris Meehan of Clean Energy Authority. “They reach a far broader audience than most other publicity efforts and they make solar sexier by tying it to something that people enjoy.”

Mike Taylor, director of research for the Solar Electric Power Association said the Redskins’ effort “is the equivalent of other iconic type buildings nationally or regionally — governors’ mansions or the White House, Congress or state legislature buildings, military base, influential company headquarters, Google or IBM.”

Separately, the Redskins are renovating the stadium to install two large party decks in the upper deck end zone areas. That project, which involves removing roughly 5,000 seats began this year and will be completed in 2012.

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Portal Copa 2014  - Regina Rocha 08/07/2011  Oito estádios da Copa na corrida pelo selo verde.

Oito estádios da Copa na corrida pelo selo verde

Green Building Council Brasil destaca Brasília e Cuiabá como os mais adiantados

Estádio Nacional de Brasília em busca do selo platina(crédito: Castro Mello Arquitetos)
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Regina Rocha
postado em 08/07/2011 19:04 h
atualizado em 08/07/2011 19:13 h

Quando o assunto é certificação Leed, ou selo verde nos estádios, o Brasil está na frente. A primazia brasileira até levou a Fifa a incluir metas de sustentabilidade em seu manual técnico para as obras da Copa de 2014.

A informação é de Felipe Faria, gerente de relações governamentais e institucionais do Green Building Council (GBC Brasil): “O Leed está presente em 127 países, mas são poucas as arenas mundiais que têm o selo verde, ou que estejam na posição do Brasil na busca da certificação”, afirma ele. O GBC Brasil, organização não governamental criada em 2007 para promover processos de certificação do selo Leed no país, assessora o BNDES na certificação dos estádios da Copa de 2014.

Entre os estádios que sediarão os jogos da Copa em 2014, oito já estão em processo de certificação para o selo verde. Os mais adiantados, conta Faria, são os de Brasília (Estádio Nacional Mané Garrincha) e Cuiabá (Arena Pantanal), que já enviaram a documentação exigida. E Brasília manifestou a intenção de obter o selo no nivel platina, o mais alto na escala do GBC, contou Felipe Faria. Também buscam certificação os estádios de Belo Horizonte, Manaus, Natal, Fortaleza, Salvador e Recife. No caso do estádio carioca, o Maracanã, “ainda falta pedirem registro de certificação, mas sabemos que a obra segue os padrões de um empreendimento sustentável e a solicitação ainda deve ser feita”, avalia o gerente do GBC Brasil.

Para obtenção do selo verde, explica Faria, é necessário ao empreendimento observar alguns requisitos básicos, como: adoção de materiais de baixo impacto ambiental (por exemplo, aço e alumínio em parte produzidos com matéria-prima reciclada), tintas e vernizes com compostos orgânicos voláteis, pisos drenantes, etc. Além disso, estádios que tenham obras de demolição devem reciclar os resíduos gerados e dar destinação correta ao que não pode ser aproveitado, como de fato vem sendo feito na obra do Maracanã e do Fonte Nova, diz o representante do GBC Brasil.

“Sustentabilidade não encarece a obra”, afirma Felipe Faria, do GBC Br

Certificação
As arenas de São Paulo (Corinthians), Curitiba (Arena da Baixada) e Porto Alegre (Beira-Rio) ainda não iniciaram os procedimentos para obter o certificado Leed. “Os dois últimos provavelmente porque não utilizarão os recursos do BNDES, banco que tem como exigência a certificação ambiental”, observa. Mas, correndo por fora dos preparativos da Copa de 2014, a Arena Grêmio, em Porto Alegre, já está dentro do processo, explicou Felipe Faria.

Antes de conceder o selo Leed, o BNDES estabelece duas fases de análise: uma avaliação prévia do projeto, na sua etapa final, e depois da obra concluída, no início de operação do estádio, quando os equipamentos são finalmente testados e conferida sua sustentabilidade efetiva.

Vantagens do Leed
“A grande vantagem do selo Leed nos empreendimentos é o ganho operacional, com reduções de custos principalmente quanto ao uso energético e de água”, analisa o executivo do GBC Brasil. Segundo Faria, “a redução no consumo de energia chega a 30%, e até 50%, no caso do gasto com água, isto durante 40, 50 anos, ou em toda a vida do equipamento”. No custo operacional total, a redução é de 9% nas construções sustentáveis, completa.

“Sustentabilidade não encarece a obra. Uma obra sustentável é também a que vem com planejamento, que é o que de fato pode reduzir custos”, conclui Faria.

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By Dana Blankenhorn | February 28, 2011 | Renewable Energy News

A new report out of Europe confirms what entrepreneurs here have been saying for some time.

The way to greater growth and job creation lies with higher targets for reducing greenhouse gases, and higher investments in renewable energy.

The report from Germany’s Potsdam Institute of Climate Change Research says increasing the EU’s target 2020 greenhouse gas reductions from 20% to 30% could create an additional 6 million jobs there, boosting GDP by $840 billion through increased investment.

While most economic models are based on a stable equilibrium, the report says the recent financial crisis, which dramatically changed expectations, shows different assumptions can directly impact economic results, creating self-fulfilling prophesies.

The full report is a direct challenge to older economic models that show emissions cuts cost money and reduce overall investment.

Lead author Carlo Jaeger, who got help from Oxford, the Sorbonne, the National Technical University of Athens, Greece, and the European Climate Forum in putting together the report, put it this way.

“By credibly engaging on the transition to a low-carbon economy through the adoption of an ambitious target and adequate policies, Europe will find itself in a win-win situation of increasing economic growth while reducing greenhouse gases.”

A second challenge is being laid against the oil industry’s claim that increased natural gas production from hydraulic fracking has no economic cost. A new EPA report shows the dangers are much greater than commonly assumed and a confidential study by industry shows groundwater can be made permanently radioactive by the technique

Unlike the European study, which involves theories about the future, the new reports indicate permanent damage from fracking, happening now, perhaps in the water your kids drink.

So the assumptions of the gas industry that there is little danger from fracking are wrong, while a new analysis shows the shift to renewable fuels actually increases growth and job creation.

Are policymakers listening?

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The Green Building Movement has gained full force in Brazil. With a booming economy and construction for the 2014 FIFA World Cup and 2016 Rio Olympics finally breaking ground we realize the great opportunity Brazil has to make Green, Sustainable development a centerpiece of these events.

This has been the “dream” presented in the CopaVerde Plan on January 1st of 2009. We have had some success with the “strong recommendation” of LEED certification of stadiums by FIFA and sustainability requirements for stadiums seeking financing from the BNDES (Brazilian Development Bank), however, much still needs to be done to ensure investment and proper execution of projects. I would like to highlight one particular obstacle that not only threatens the LEED certifications of Stadiums but also hurts the general progress of the expansion of renewable energy and the creation of a framework for the development of Green Cities in Brazil. The government needs to implement immediately legislation for Purchase Power Agreements between independent renewable energy producers and power distribution companies. Allow me to explain..

The new version of LEEDv3, introduced in 2009, increases significantly the weighting of credits for energy efficiency of buildings. The main reason for this is that the LEED system, developed first for the US market, is highly dependent on “dirty” power from coal powered plants. The consumption of electricity is hence the greatest contributing factor to the carbon footprint of buildings in the USA. There are two ways to improve a building’s efficiency. The first is to reduce demand and the other is to produce renewable energy on-site. Given that stadiums are very large, complex buildings that are difficult to manipulate and require an incredible amount of materials, LEED certification is very difficult and the focus on energy efficiency becomes all the more important.

But, stadiums do have some interesting qualities that provide opportunities on the energy efficiency front. Stadiums often occupy a very large area (typically has a large roof and parking lot) and because it is a “surge” building, meaning it’s energy consumption is quite low for most of the time and then on short periods the building is used intensely (event day) consuming a lot of energy, it (the stadium) is particularly suited for solar power generation. In the case of Brazil most of the 2014 World Cup stadiums have good-to-great solar exposure making this, in my opinion the key technology for a “Green” World Cup in Brazil. But, there is a problem…

Storing power, using batteries, is very expensive! It is imperative that Stadiums be able to sell the excess power generated (called a Purchase Power Agreement) on non-event days to the grid (to Power distribution companies) which could then sell-back the power to stadiums on event days. The stadium would receive a bill, or refund, for the net amount of energy consumed, or produced. If more energy is produced then consumed the Power distribution company would sell that excess energy as “Green” power (for a premium) to companies willing to purchase energy from renewable sources. Unfortunately, however, there is no legislation in place today for the purchase of renewable power generated by independent producers. This is a terrible obstacle for the growth of the renewable energy market in Brazil and may be the key legislative mistake that will keep Brazilians from putting on a Green World Cup and Olympic Games in 2014 and 2016. Stadium owners want a positive ROI (Return on Investment) for their investment in solar technologies but this is only possible if they can sell the excess energy produced to the grid. Final decisions on stadium design and technologies are being made today, and because legislators are unaware of the LEED certification process it is very possible that green, LEED certified “EcoArenas” in Brazil, will be a dream unrealized. But, there is still time.

A simple statement from the incoming Government after the November 2010 elections in Brazil requiring power distribution companies to buy Green Power from stadiums would be enough for stadium owners to make the investment necessary and would probably ignite the private sector to also invest. The decentralization of power generation is a key foundation for the development of future green cities. What a great “legacy” from the World Cup and Olympic Games this would be!

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(In English)
The Green Building Council of South Africa officially supports the CopaVerde Plan for Brazil in a letter attached. We are extremely grateful for this recognition and look forward to continue learning from the South Africa 2010 World Cup experience. Our goal is to help Brazil make the most of the opportunities of hosting the 2014 FIFA World Cup and the 2016 Olympic Games, and to create the best possible legacy for the country, a new Green Economy. We continue to work towards this every day!

(Em Português)
O Green Building Council da África do Sul apoia oficialmente o Plano CopaVerde para o Brasil em carta anexa. Estamos muito felizes, agradeçemos este apoio, e esperamos poder continuar aprendendo com a experiência da África do Sul. O nosso objetivo é ajudar ao Brasil aproveitar ao máximo a oportunidade de sediar a Copa do Mundo da FIFA de 2014 e da Olimpíada do Rio em 2016 para criar o melhor legado possível para o país, uma nova Economia Verde. Continuamos lutando por isso todos os dias!

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(In Portuguese and in English)
Arquitetura da Preservação / Architecture of Preservation
Revista: TAM Nas Nuvens / TAM Airlines Magazine (Brazil)
Autora / Author: Tania Menai
Maio 2010 / May 2010
Edição: 29, p. 72 Projeto / Issue: 29, p. 72 “Projeto”

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Given the environmental tragedy unfolding in the Gulf of Mexico, after the explosion of a BP deep water oil platform, we stop to ponder the damage that we are doing to our oceans and what that means for the future of humanity.

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Natural Resource Defense Council- by Allen Hershikowitz
Published April 13, 2010

PLAY BALL: Washington Nationals at Philidaelphia Phillies on April 12. (Photo: Zuma Press)

Major League Baseball today announced what is arguably the most important environmental initiative in the history of professional sports, worldwide.

I know that is a big statement, but it is true.

As part of Major League Baseball’s ongoing commitment to environmental stewardship, MLB today announced its development of a comprehensive software system designed to collect and analyze environmental data related to stadium operations across the 30 Clubs. Moreover, this software tool will keep track of and distribute best practices related to environmental stewardship across MLB’s 30 Clubs as well. The full roll out of this path breaking program to all the Clubs will happen during this 2010 season.

This is the first time a professional sports League anywhere in the world has taken the step of implementing a software program to collect data for the purpose of documenting environmental practices and for sharing information about environmental best practices at stadiums. I am proud to say that this data gathering tool for environmental impacts was developed in collaboration with NRDC.

Initially, four categories of environmental data will be collected and calculated. Data will collected on: 1. Energy use, including total energy used, sources of energy, and use of renewable energy; 2. Waste generation, including total waste generated, materials diverted for recycling and composting, and cost of disposal; 3. Water use, including amount of water used, water conserved, and cost of water use, and; 4. Paper procurement, including the amount of recycled paper used in Club offices, in stadium restrooms and for yearbooks, game-day programs and media guides.

No League anywhere currently keeps track of environmental data related to stadium or arena operations. Major League Baseball is the first professional sports League in the world to do so.

And this might only be the beginning. Once this system is up and running, League and Club officials are considering the capture of additional data related to transportation, and food and beverage consumption.

In announcing this path breaking initiative today, MLB Commissioner Allan H. (Bud) Selig said:

“Major League Baseball has responsibilities to our fans and society at large that go beyond the playing field. Our Clubs have made a commitment to sustainability and are leaders in their communities, raising awareness and educating fans not just on Earth Day, but everyday about environmental stewardship.”

This is indeed much more than an Earth Day initiative. This initiative is going to change the way stadiums are managed throughout our nation into the foreseeable future, and hopefully this will spread to NBA and NHL arenas, as well as NFL and Major League Soccer stadiums too.

This MLB initiative is meaningful for a number of reasons. First of all, in almost thirty years of working on environmental research and advocacy, I have never encountered a situation where good measurement of environmental impacts has not led to efficiency enhancements. By documenting their energy use, their waste and recycling practices, their water use and paper use, stadium operators will learn how to make their operations more efficient, and at what cost.

Indeed, this has already been going on. NRDC has been working with MLB for many years on its greening program, and already benefits have been achieved in terms of energy efficiency enhancements, solar panels installed, recycling programs developed, water conservation and the use of recycled paper. Literally hundreds of thousands of dollars have been saved, and tons of carbon reduced or offset, simply due to the League’s and Clubs’ measurement of it impacts.

And millions of fans have been educated to the fact that MLB cares about environmental stewardship, a messaging accomplishment that is impossible to quantify.

Another reason this initiative is important relates to the effect it is already having on baseball’s supply chain. All industries meet on a professional baseball field. The chemicals industry helps keep fields well tended, the food and beverage industries feed millions of fans each year, the auto and energy industries are major sponsors of League and Club events. With MLB now saying that not only is it going to encourage teams to reduce their environmental footprint, but it is going to work with Clubs to help them keep track of that footprint, the clear message is being sent to all supply chain industries that environmental criteria need to be a meaningful part of their own business. MLB is promoting the use of non-toxic chemicals on its fields, organic food in its restaurants, high efficiency vehicles and solar panels are being promoted by sponsors, and the use of recycled paper is being publicized.

There is a reason why some of the largest industries on Earth pay millions of dollars to affiliate with professional sports. They do so because they know that is the way to influence the marketplace. Now MLB is saying that their operations, and the marketplace more generally, must keep track of environmental impacts, that global warming is not good for baseball. Indeed, most sports are played outdoors and pollution and global warming, water scarcity and damaged forests are not good for sports of any kind, anywhere.

Baseball is of course our great National Pastime. Hundreds of millions of people watch it and play it each year. And if there is one thing that can be said about baseball, it is that it is non-partisan. So when MLB says that environmentalism in general and addressing climate change in particular matters to its Clubs, we know that our cause has gone mainstream. Indeed, the greening of MLB, and the greening of professional sports more generally, marks a watershed in the history of our movement. No other sporting institution has influenced American culture as much as baseball and MLB is once again putting that influence to very good use. Baseball is a game of statistics and the League’s commitment to systematically document and measure environmental practices of all Clubs at all stadiums underscores the leadership and commitment of MLB to make environmental progress. All professional Leagues should follow this important example.

Indeed, that is another reason why this announcement is bound to be so meaningful. The fact is that the NBA, the NFL, the NHL and Major League Soccer, all have an interest in advancing good environmental practices at their own stadiums and arenas. I am proud to say that NRDC is working with all these Leagues, and I know that they are watching MLB’s data tracking initiative very carefully, with an interest in adopting a similar approach to measuring their own stadium’s and arena’s impacts.

Consequently, as a result of this announcement, we are very likely to see all professional sports Leagues and Clubs in the next few years begin to measure their environmental impacts. As a result, the supply chain and the hundreds of millions of fans of all professional sports will get the message that our Earth, the organism that provides us with air to breathe and water to drink, is in need of better stewardship.

The ecological crises we face are not the result of one single bad actor. The ninety million tons of global warming pollution emitted each and every day results not from one bad actor, but from millions of purchasing and personal decisions made each day by literally billions of people and millions of companies. There is no one single remedy for global warming, nor is their one sinle remedy to address water scarcity or biodiversity loss. All actors in our society must step up to the plate and do…something. No helpful act is too small.

People all over the world love sports. Americans love sports. President Obama has said that at night he doesn’t watch CNN, he watches ESPN Sports Center. And athletes all over the world are influential role models to our children, perhaps second only in influence to parents and other family members. And yet, until recently, environmental advocates have not factored this fact into our strategies for promoting environmental awareness.

Forty years after the first Earth Day brought Americans of all persuasions into the streets to celebrate Mother Earth, the environmental community’s relationship with professional sports has matured. Fifty years ago professional baseball changed America by hiring Jackie Robinson to play for the Brooklyn Dodgers. That opened the door to a cultural shift in assumptions about race relations that reverberates to this day.

Today, Major League Baseball is again breaking a barrier: It is initiating a program to monitor its effect on the planet. Hopefully, this too will shift cultural assumptions about how we work and play, and how we treat the organism that gives us nothing less than air to breathe and water to drink.

Bravo to Major League Baseball. Personally, I’ve always loved baseball, and I’ve played the game throughout my life. But today I feel a special admiration for that great League, and I urge all professional Leagues and teams, indeed all companies and all Americans to follow the lead established by our National Pastime, and take stock of your impacts on the Earth.

(To learn what you might do, go to www.greensports.org/mlb and click on your favorite team. There, you’ll find the award winning MLB/NRDC Team Greening Advisor, and a toolbar on top can guide you as you seek to lighten your ecological footprint.)

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Portal da Copa por Vanessa Cristani

Maracanã alagado

Após a tempestade vêm sempre as explicações. Depois da chuva que desabou sobre o Rio de Janeiro na última segunda-feira, atingindo 288 mm, quando a média de abril é de 177 mm, e deixando mais de 100 mortos, o que mais se ouvia eram soluções para deter as enchentes.

Uma delas é a criação de “piscinões” que acumulariam as águas das chuvas dos rios Joana, Trapicheiros, Papa-Couve e Maracanã, todos próximos ao estádio do Maracanã e do ginásio Maracanãzinho, e a liberariam à medida que a rede de drenagem suportasse a carga. A preocupação fica ainda maior porque a cidade receberá daqui a quatro e seis anos a Copa e a Olimpíada.

O Maracanã, provável sede da final do Mundial e estádio olímpico dos Jogos, ficou inundado depois do temporal. O jogo entre Flamengo e Universidad do Chile, pela Taça Libertadores, teve que ser adiado para esta quinta-feira. O Maracanãzinho –sede dos jogos de vôlei na Olimpíada– ficou alagado, causando a transferência da seminal da Super Liga de Vôlei para o ginásio do Tijuca Tênis Clube. Segundo a prefeitura, a área que engloba os dois equipamentos esportivos será beneficiada por cinco “piscinões” com capacidade total de 140 milhões de litros de água.

Segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, a prefeitura negocia uma parceria com o governo federal para tentar obter recursos para o projeto. O cálculo é que seriam necessários cerca de R$ 100 milhões para desapropriações e obras.

O projeto está pronto desde 2002, quando Pinto era coordenador da Subsecretaria municipal de Águas (Rio-Águas). Agora o secretário deseja colocá-lo em prática. De acordo com ele, a expectativa é de que a União autorize o projeto a fundo perdido via Ministério das Cidades ou por empréstimo.

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E nós é claro agradecemos e muito ao GBC Brasil e acreditamos que juntos conseguiremos atingir as metas do Plano CopaVerde.
Obrigado,
- O time da Copa Verde

Copa Verde apoio GBC Brasil

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Arquiteto Vicente de Castro Mello, conversa com Wanderley Nogueira, no Jovem Pan online, sobre os estádios para copa de 2014 e os estádios construidos para a copa de 2010 na Africa do Sul.

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Arquiteto Vicente de Castro Mello, conversa com Wanderley Nogueira, no Jovem Pan online, sobre os estádios para copa de 2014 e os estádios construidos para a copa de 2010 na Africa do Sul.

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Arquiteto Vicente de Castro Mello, conversa com Wanderley Nogueira, no Jovem Pan online, sobre os estádios para copa de 2014 e os estádios construidos para a copa de 2010 na Africa do Sul.

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Velejadores catarinenses festejam o Dia Mundial da Água em defesa de uma copa sustentável
Portal da Copa

Regata Copa Verde 2010 (crédito Gonzalo Arselli)


Pelo segundo ano consecutivo, agora as vésperas da Copa do Mundo da Africa do Sul, 50 velejadores de windsurfe, do estado de Santa Catarina, se reúnem novamente, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, para competir pela sustentabilidade. O evento que acontecerá nos dias 20 e 21 de março, fim de semana quando se comemora o Dia Mundial da Água.

A intenção dos organizadores é aproveitar a data para demonstrar que grandes eventos esportivos, como o campeonato mundial da Fifa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, trazem a oportunidade de motivar a população a economizar água e melhorar a relação com o meio ambiente. “Essa é uma excelente oportunidade para os catarinenses lembrarem que os esportes, tanto os náuticos como essa regata, e o futebol com a Copa 2014, são ótimos painéis para melhorar o nível de consciência ambiental de todos, especialmente numa questão tão importante como a da água”, diz o Economista Ian McKee, co-autor do plano CopaVerde para o Brasil.

Organizada pela Associação Catarinense de Windsurfe, regata é valida para o ranking estadual e contará com a participação de vários atletas campeões mundiais. “O Brasil tem uma grande oportunidade de, com a realização da Copa 2014 e a Olimpíada, melhorar seus índices de consumo de água, que estão muito acima dos preconizados pela ONU, adotando práticas sustentáveis em relação ao consumo”, afirma Rafael Cunha, campeão brasileiro de windsurfe. O índice de consumo médio de água do brasileiro é de 240 litros por dia, enquanto a ONU recomenda 150 litros/dia como ideal de consumo sustentável.

Já o arquiteto Vicente de Castro Mello aproveita o evento para reforçar a campanha por uma”Copa verde”, que também remete à preocupação ambiental em relação aos recursos naturais – entre eles a água – e à produção de resíduos, itens que podem ser sensivelmente melhorados com campanhas educativas, que motivem a população a adotar construções verdes, utilizar os recursos naturais de forma racional e a adotar posturas ambientalmente corretas, como a reciclagem do lixo doméstico, por exemplo. “Este evento é um palco excelente para demonstrar que mesmo com pouco investimento é possível realizar um evento de sucesso e ainda passar uma mensagem positiva para o mundo, pois aliar um esporte, que usa o vento como “motor” e é praticado na água e é a melhor maneira de lembrar às pessoas que este é um recurso finito, e que precisa ser poupado”, diz Castro Mello.

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Linha de crédito pode viabilizar projetos sustentáveis para a Copa 2014
Portal da Copa
O governador de São Paulo, José Serra, lançou nesta segunda-feira, 15 de março, a Linha Economia Verde, destinada ao financiamento de projetos de desenvolvimento sustentável capitaneados por empresas paulistas com faturamento anual entre R$ 240 mil e R$ 100 milhões.

A iniciativa integra as medidas estabelecidas pela Lei Estadual 13.798/2009, que criou a Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC), e tem o objetivo de financiar integralmente projetos de saneamento, tratamento, aproveitamento e manejo de resíduos, agroindustriais, de mudança de combustíveis, energias renováveis, eficiência energética, transporte, processos industriais, recuperação florestal em áreas urbanas e rurais e manejo de resíduos.

A linha de financiamento oferece créditos com taxa anual de juros de 6%, correção pelo IPC-FIPE, prazo de 5 anos para o pagamento e um ano de carência. O financiamento é concedido pela Nossa Caixa Desenvolvimento (Agência de Fomento Paulista).

Exemplos de items financiáveis

Na Construção Civil
• Edificações com parâmetros de construção civil sustentável – reuso de água, eficiência energética; retrofit de edifícios existentes.

Energias renováveis
• Compra e instalação de equipamentos para produção de energia renovável: placas solares, aerogeradores, caldeiras a biomassa,
equipamentos para pequena central hidrelétrica, biogás de aterro e outros.

Eficiência energética
• Redução de perdas na produção e transmissão de energia elétrica; isolamento de tubulações; sistemas de recuperação de calor; instalação de equipamentos que reduzam o consumo energético; melhoria de sistema de iluminação e refrigeração.

Transporte
• Troca de combustível fóssil para combustível mais limpo para transportes públicos e privados: gás natural, biodiesel, etanol, eletricidade, outros; renovação de frota de caminhões; troca de combustível da frota de ônibus de diesel para biodiesel, etanol ou elétrico.

Maiores informações no site da Secretaria da Fazenda: Governo do Estado de São Paulo

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Portal da Copa 2014

Novo uniforme é 15% mais leve que o de 2006


O amistoso contra a Irlanda na próxima terça-feira marcará a estreia da nova camisa da seleção brasileira. O uniforme, com o tradicional verde e amarelo, leva o conceito de sustentabilidade do mundo atual. Divulgada hoje (25) em Londres durante um evento, a camisa teve Alexandre Pato, do Milan, como modelo.

O novo uniforme tem material 100% reciclável e é feito com oito garrafas de plástico. Além disso, ele é 15% mais leve do que o utilizado na Copa da Alemanha. Nos ombros há linhas verdes e estrelas.

Alexandre Pato foi o escolhido para apresentar o novo uniforme por uma questão de facilidade. A Nike tentou o lateral Daniel Alves, mas o Barcelona não cedeu o jogador. O atacante Luís Fabiano, machucado, também não pode comparecer. Pato não jogará o amistoso contra a Irlanda. Sua última partida pela seleção foi na Copa das Confederações, na vitória por 4 a 3 sobre o Egito, no dia 15 de junho de 2009.

No evento londrino, outras nove seleções apresentaram seus uniformes para a Copa do Mundo: Inglaterra, Eslovênia, Sérvia, Nova Zelândia, Portugal, Holanda, EUA, Austrália e Coreia do Norte.

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Realizado por “Aço Construindo a Copa 2014” 27/11/2009

O economista ligado ao U.S. Green Building Council, Ian McKee, e o arquiteto de estádios Vicente de Castro Mello entenderam antes que muitos que a Copa do Mundo de 2014 carrega o potencial de abrir uma nova era para os grandes eventos mundiais do tipo, a era do compromisso com a sustentabilidade como meta e não mais acessório. Ambos criaram há um ano o Projeto Copa Verde, que inclui EcoArenas e planos que envolvem todos os serviços a serem prestados aos brasileiros e visitantes durante o mundial. Do congresso Green Building, em Phoenix, eles concederam a seguinte entrevista ao CBCA (Centro Brasileiro da Construção em Aço.)

CBCA - O Projeto ou Plano Copa Verde vai alem das metas da FIFA. A quantos passos estamos de alcançá-los?

Copa Verde - A FIFA tem como prioridade o sucesso do seu evento de futebol, a Copa do Mundo. O Plano Copa Verde é sobre a transformação de um país, que vê o evento da FIFA como um catalizador para criar 12 cidades “verdes” (a Copa do Mundo conta com 12 cidades sedes) que serão a base de uma economia verde brasileira. Este será o grande legado da Copa do Mundo para o Brasil e que servirá de exemplo para o mundo que hoje esta buscando um novo modelo socio-economico e ambientalmente sustentável.

O Plano Copa Verde nasceu alertando sobre a necessidade de financiamento diferenciado para a infraestrutura que buscará a certificação ambiental LEED, (Liderança de Design em Energia e Meio Ambiente) do USGBC (U.S. Green Building Council), que deve ser aplicada a todos os estádios, hotéis, hospitais e infra-estrutura de apoio para a Copa do Mundo. Poderemos ser, com isso, o maior projeto coordenado de Green Building já feito no mundo

CBCA – As recomendacoes da entidade mundial do futebol estão em uma cartilha. Um dos topicos do primeiro capitulo é a sustentabilidade, que a Fifa chama de “ green goal” (meta verde). Os projetos para estádios brasileiros conseguirão cumprir integralmente essas metas?

Copa Verde – Sim. todos os estádios brasileiros terão que comprir com o Green Goal da FIFA. Estes são os “standards” mínimos da FIFA para reduzir o impacto ambiental. O Plano Copa Verde vai além disso, entretanto, mostrando o caminho que o Brasil deve adotar para que a sua infraestrutura, que será construída nos próximos 4 anos e utilizada para os próximos 50, seja adequada para o futuro..

CBCA – Podemos ser os primeiros a abrigar uma copa verde de fato?

Copa Verde – Os Alemães foram pioneiros em incluir aspectos de sustentabilidade nas suas arenas de futebol durante a Copa de 2006. O Comite Olímpico também vem a muito tempo incorporando aspectos da sustentabilidade em seus eventos. Na África do Sul um planejamento sustentável muito simples tem sido feito e, até onde sabemos, nenhum dos seus estádios serão certificados no LEED. Isso aumenta a responsabilidade do Brasil pois na atualidade ou na época em que vivemos, planejar o maior evento midiático do planeta nos obriga a adotar uma atitude sustentável. Para que a Copa Verde se torne realidade precisamos de empenho das nossas autoridades, arquitetos, engenheiros, e de toda população.

Nosso grande risco é que a Copa de 2014, seja o que os americanos chamam de “Green Wash” (maquiagem verde). A pressão internacional sobre a sustentabilidade ambiental das edificações irá crescer nos próximos anos se tornando uma grande prioridade. Os projetos serão avaliados pela mídia mundial pelos seus critérios sustentáveis e não como ícones que tradicionalmente definem um evento, e a imagem de um país. Para nós os 12 projetos devem ter as mesmas características: alta funcionabilidade, boa acessibilidade, grande eficiência, baixo impacto ambiental, versatilidade e baixo custo de manutenção. Estas seriam as verdadeiras EcoArenas, arenas projetadas para o ambiente que elas habitam, resultando em arenas mais “eco”nomicas. Um conjunto de EcoArenas seriam o portfolio das arenas mais avançadas do mundo.

CBCA - O que hoje define uma EcoArena? Existe um selo de certificação de sustentabilidade para esta tipologia pelo LEED? Se sim, ele seria adequado a nossa realidade nacional?

Copa Verde - Não existe um selo específico para estádios ou arenas no mundo. O LEED é um sistema que mede a eficiência e o impacto ambiental de um edifício, normalmente usado para edifícios tradicionais. O US Green Building Council até hoje não decidiu se irá ou não criar uma linha específica para a certificação de estádios mas ela tem aceito os registros nesta categoria e até hoje um estádio e 5 ou 6 arenas foram certificadas nos Estados Unidos. Dentro do sistema LEED existem 4 “Regional Credits” para que projetos em todas as partes do mundo possam ser adequadas ao sistema de pontuação do LEED de maneira mais justa. O Green Building Council Brasil já está trabalhando nisso a algum tempo e podemos dizer que o sistema LEED já foi “tropicalizado” suficientemente e continuará melhorando com o tempo.

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